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Os pequenos alunos da Escola Municipal “José de Moura”, do distrito rural de Cachoeira, município de Maranguape (CE), contam os dias para receber uma visita muito esperada em suas casas modestas. A visita é da Biblioteca Itinerante, composta de uma pequena estante com livros e revistas para toda a família e também um computador. Esta é uma das iniciativas do Projeto Ecomuseu de Maranguape: natureza, território e sua cultura na educação integral da comunidade local.
O Projeto Ecomuseu tem a parceria da EM “José de Moura”, Centro Comunitário, Conselho Escolar da EM “José de Moura” e a Fundação do Trabalho Educacional com Recursos Renováveis e Arte – Terra, organização proponente. O projeto também possibilita informática por meio da Oficina do Olhar e inclui ações em história da arte, da música, oficinas de leitura e produção textual e artes visuais, saúde comunitária, pesquisas sobre o semi-árido, capacitação de professores, entre outras.
Desde 2006, quando reconhecido oficialmente por lei municipal, o Ecomuseu promove ações para a proteção do meio ambiente, desenvolvimento local e promoção da educação patrimonial no Distrito de Cachoeira. O Ecomuseu é fruto da Agenda 21 Local, de 2003, que apontou as prioridades da comunidade, e opera no casarão histórico (da década de 1830), que foi da família Moura Cavalcanti.
Na década de 1970, um projeto fundiário do governo federal levou à instalação de cerca de 30 famílias de agricultores na área, que inclui o casarão. Depois de permanecer praticamente sem uso durante anos, o casarão foi reativado após servir de cenário para um filme de Rosemberg Cariry (Lua Cambará, Nas Escadarias do Palácio). O filme despertou o interesse pela revitalização do casarão, o que ocorreu com a criação do Ecomuseu, por iniciativa da Fundação Terra.
A geógrafa Nadia Helena Oliveira Almeida, presidente da Fundação TERRA, observa que o conceito de ecomuseu permitiu o envolvimento da população em projeto coletivo unindo meio ambiente, cultura, arte e cidadania.
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