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“É preciso toda uma aldeia para educar uma criança”. O provérbio africano foi uma inspiração para o Programa pela Educação em Tempo Integral, no sentido de que estimula a ação local, em rede, em territórios específicos, para propiciar a educação integral.

O Programa pela Educação em Tempo Integral, primeira iniciativa do Fundo Juntos pela Educação, deu continuidade, com outras perspectivas, ao Programa de Apoio a Projetos de Educação Complementar para Crianças e Adolescentes de 7 a 16 anos, que a organização VITAE Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social apoiou desde 1997. O Programa de VITAE viabilizava o suporte a projetos de parceria entre uma escola pública e uma ONG do bairro.

Em sete edições, até 2003, o Programa de VITAE deu respaldo a 94 projetos, com 24.800 beneficiários. A iniciativa começou com o apoio a projetos na Grande São Paulo e, depois, foram respaldados projetos no Interior, pela atuação de novos parceiros provedores. Desde a Quinta Edição, em 2001, o Programa passou a ter a contribuição da Arcor do Brasil. Na Sexta Edição, novos parceiros foram incorporados: o Instituto C&A e a FEAC, que já tinham atuado na Quinta Edição como membros do comitê de análise de projetos.

Com a constituição do Fundo Juntos pela Educação, em 2004, os horizontes do Programa de VITAE foram ampliados. O Programa pela Educação em Tempo Integral passaria a vislumbrar não apenas a aliança entre uma escola e uma ONG, mas a constituição de redes entre vários ativos de uma comunidade específica.

Os dois territórios escolhidos para o desenvolvimento do Programa foram a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, e a Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba. Campinas é sede de uma das mais novas regiões metropolitanas brasileiras, refletindo o expressivo crescimento populacional local a partir das décadas de 1970 e 80. É a Região Metropolitana de Campinas (RMC), composta por 19 municípios e que em 2011 somam cerca de 3 milhões de moradores.

Campinas e a Região Metropolitana que sedia têm um alto Produto Interno Bruto e são o endereço de um dos principais pólos científicos e tecnológicos do Brasil e da América Latina, em torno de instituições como a Unicamp. Mas os desafios sociais e educacionais permanecem em Campinas e região metropolitana. Na área de ensino, o grande desafio está em melhorar a qualidade da educação na escola pública fundamental, que apresenta indicadores inquietantes como em quase todo país, configurando uma realidade, portanto, diferente do brilho de seu pólo científico e tecnológico.

Os desafios sociais e educacionais não são menores na Paraíba e na Região Nordeste em geral, como ratificou a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD 2010).

São imensos, enfim, os desafios para a promoção de uma condição de igualdade no acesso à educação, e de qualidade, entre todas as regiões brasileiras – e mesmo nos bolsões de pobreza das regiões metropolitanas no Sul e Sudeste. Apenas a ação articulada, entre vários segmentos sociais, pode dar conta desses desafios, e é o que apontava a rede de aprendizagem estimulada pelo Programa pela Educação em Tempo Integral.

Foram três edições do Programa pela Educação em Tempo Integral, entre 2005 e 2010. No total, cerca de 100 organizações diferentes envolvidas.

Entre 2011 e 2013, está em curso o Segundo Ciclo do Programa pela Educação Integral. Mais informações, clique aqui.